Que atitude exemplar. Este chefe (CEO) vende a empresa e, em vez de ficar com todo o dinheiro, decide distribuir 15% do valor, como bônus, entre os 539 funcionários que o ajudaram esse tempo todo. E o resultado foi uma verdadeira bolada para cada um.
US$ 240 milhões (R$ 1,3 bilhão) ficaram para os empregados da Fibrebond, como agradecimento. Isso dá uma média de US$ 443 mil para cada trabalhador, pouco mais de R$ 2,4 milhões na conta, do dia para a noite.
“Me pareceu justo que os funcionários tivessem quase um quarto de bilhão de dólares nas mãos”, disse o empresário Graham Walker, de 46 anos ao Wall Street Journal.
Funcionária chorou de alegria
Quando a funcionária Lesia Key foi chamada para uma conversa nos arredores da fábrica em Minden, Louisiana (EUA) e recebeu um envelope pelos 29 anos de casa, ela começou a chorar: “Antes, vivíamos de salário em salário; agora posso viver, sou grata”, comemorou.
Com o dinheiro que recebeu, Key, de 51 anos, quitou a hipoteca da casa dele, abriu uma boutique.
Ele lembra que, quando começou na empresa, “ganhava US$ 5,35 por hora, com três filhos pequenos e muitas dívidas”.
A evolução de empresa
Fundada pela família Walker em 1982, a Fibrebond fabrica gabinetes para equipamentos elétricos e infraestrutura de data centers.
A empresa sobreviveu a um incêndio que destruiu sua fábrica em 1998, depois passou pelo estouro da bolha da internet e teve demissões em massa quando o quadro caiu de 900 para 320 pessoas.
Na década de 2000, Walker e o irmão assumiram a gestão e passaram anos reduzindo dívidas e procurando novos mercados. A grande virada da empresa foi um investimento de US$ 150 milhões em infraestrutura para data centers, durante a explosão da demanda por computação em nuvem na pandemia e, mais recentemente, pela inteligência artificial. Segundo o WSJ, as vendas da Fibrebond cresceram quase 400% em cinco anos, despertando o interesse de empresas maiores.
Venda com uma condição
Em 2024 uma oferta tentadora fez a família vender a empresa para a Eaton por US$ 1,7 bilhão (R$ 9,4 bilhões, na cotação atual).
Foi quando Walker impôs uma condição no contrato: 15% do valor (US$ 240 milhões, ou R$ 1,3 bilhão) iriam para os funcionários.
O valor médio recebido por cada funcionário varia de acordo com o tempo de casa, mas ficou em torno de US$ 443 mil, distribuídos ao longo de cinco anos como incentivo de retenção.
Choque e emoção
Funcionários da empresa disseram à revista que a notícia dos bônus foi recebida com choque e emoção, com pessoas afirmando que usariam o dinheiro para quitar empréstimos estudantis, financiar a aposentadoria e tirar férias.
“Foi surreal, foi como dizer às pessoas que elas ganharam na loteria. Houve um choque absoluto”, disse Hector Moreno, executivo da Fibrebond que distribuiu os bônus, segundo a revista.
Após a venda da empresa por US$ 1,7 bilhão para a Eaton, uma empresa de energia inteligente e cliente da Fibrebond desde 2015, Graham escreveu uma carta emocionante.
“Na semana passada, nos reunimos e homenageamos cada funcionário da Fibrebond”, escreveu ele.
“Compartilhamos a mesma pergunta comovente: como construímos tudo isso? Quarenta e três anos de memórias, fracassos, sucessos e oportunidades vieram à tona em lágrimas, abraços e profunda alegria. Nossa família cumpriu um compromisso de que todos venceríamos juntos e, ao longo de dois dias, compartilhamos os detalhes desse compromisso”, concluiu.
Fonte: SNB
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